segunda-feira, 29 de março de 2010

As características do futebol e o treinamento de força


Sugestão para evitar um desgaste excessivo, que poderia ser causado pela alta intensidade e o intervalo de recuperação insuficiente, é uma carga de trabalho mais suave aos atletas.
A capacidade física-força tem sido cada vez mais solicitada aos atletas de futebol. Conceitos como futebol-força, por exemplo, já se tornaram comuns no futebol profissional de alto rendimento. A força caracteriza-se, nesta modalidade, como talvez a única capacidade que pode ser treinada de maneira isolada.

Uma vez que o futebol possui características bastante peculiares, como: o grande espaço do campo de jogo, podendo chegar a 120m x 90m nas suas dimensões máximas permitidas pelas regras; o período prolongado de tempo de jogo, com 90 minutos, sem contar os minutos de tempo recuperado ao final de etapa de jogo; o piso com gramados não padronizados, onde muitas vezes se encontra, em um mesmo campo de jogo, vários tipos diferentes de grama, seja ela alta, ou baixa, rala ou densa, e onde o piso pode ser duro, fofo, seco, encharcado, plano, com buracos ou ondulações; o horário de prática e os diferentes climas, indo desde próximo de zero grau em um jogo noturno no inverno, até 40 graus celsius em regiões tropicais à tarde e em horário de verão. Além, claro, do número elevado de atletas envolvidos na disputa (22), da grande heterogeneidade do grupo de jogadores, de suas funções dentro da equipe e dos diferentes sistemas de jogo e postura tática da equipe.

Por todas essas razões, e dadas as características do futebol como uma modalidade aberta em que durante todo o tempo de jogo, há, conseqüentemente, problemas motores que exigem dos praticantes a adaptação da técnica em busca da solução (motora) para uma situação específica, a imprevisibilidade, a rapidez na tomada de decisões, assim como a inteligência tática, o tornam um jogo repleto de alternativas e predominantemente tático. Jogar futebol é estar buscando o tempo todo levar a bola para longe de sua meta (ações defensivas) e, ao mesmo tempo, tentando chegar o mais próximo possível da meta adversária, a fim de se consignar o tento.

Isso exige percepção, estratégia, visão de jogo, rapidez de raciocínio, técnica apurada e um excelente e eclético condicionamento físico, com ótimos níveis de força, resistência, velocidade, agilidade e destreza.

Talvez seja a modalidade esportiva com o maior número de variáveis envolvidas e onde o imponderável tem maior peso, sendo um jogo onde, não raras vezes, uma equipe mais fraca tecnicamente consegue vencer a mais forte.

A resistência aeróbia torna-se básica na medida em que permite ao atleta suportar o tempo prolongado de jogo, sendo esta ainda predominante em termos de volume. A força é, por sua vez, o alicerce que torna possível a aplicação das capacidades anaeróbias e, ainda que em pequena escala devido ao elevado grau de dependência do componente genético, o desenvolvimento da velocidade e da potência. Além disso, ela contribui no aspecto preventivo das lesões músculo-articulares.

Esse esforço anaeróbio, seja lático ou alático, é preponderante. São os lances que decidem os resultados dos jogos. Praticamente todos os lances em que está envolvida a disputa pela bola são de intensidade alta ou máxima e curta duração, ou seja, onde estiver a bola, haverá disputa, e onde houver disputa, haverá demanda de força, velocidade, potência: arrancadas; saltos; giros; frenagens, mudanças bruscas de direção, dribles e chutes.

Nas outras partes do campo de jogo, distantes da zona onde está sendo disputada a posse da bola, os atletas estarão em atividades de baixa intensidade: trotando, andando, ou mesmo parados, recuperando-se para as disputas subseqüentes. Portanto, a intermitência e a imprevisibilidade dos tipos de esforços são constantes no jogo de futebol.

No Brasil, em comparação com a Europa, por exemplo, joga-se muito (em torno de 70 jogos/ano), e, contraditoriamente, continuamos também treinando muito (volume) quando o natural seria que houvesse uma relação inversamente proporcional, embora, ao se comparar uma equipe de pequeno porte com um dos grandes clubes brasileiros, percebemos que o time pequeno treina muito mais devido ao fato de disputar um menor número de competições e jogos.

Partindo desse princípio, deveríamos prestar mais atenção à questão do volume e ao tipo de treino a que submetemos os nossos atletas de futebol. Uma das questões a levantar seria o fato de haver, com muita freqüência, sessões de treinamento complexas, ou seja, com treinamentos concorrentes em seqüência. Numa sessão de musculação, por exemplo, geralmente não podemos aplicar intensidades altas em termos de percentual da carga máxima (80 a 90%), pois ao término dessa sessão, o atleta já será, invariavelmente, submetido a uma seqüência de treinamentos no campo (agilidade, tração, etc.), assim como também, no dia seguinte e nos subseqüentes, com outros treinamentos físicos, técnicos, coletivos e até mesmo jogos, que, teoricamente, seriam os momentos de intensidade máxima dentro do microciclo.

Não há tempo suficiente, não há intervalo para uma plena recuperação (deveria ser de aproximadamente 48 a 72 horas), após um treino-força como citado. Por essas razões, sugiro como forma de preservar os atletas, uma carga de trabalho mais suave (em torno de 60% de 1RM) para evitar um desgaste excessivo que poderia ser causado pela alta intensidade e o intervalo de recuperação insuficiente. Resistência muscular, força e potência são trabalhadas na musculação e em circuitos de agilidade.

Resistência de força é trabalhada na caixa de areia e através do trabalho de tração. Como o piso de areia não é específico da modalidade, essa só deve ser usada no período básico.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Jogadores da URT fazem trabalho de força na areia


URT faz trabalho especial na areia nesta terça-feira. O trabalho esta semana terá ênfase na parte física com o preparador Diego Matola. Na semana que vem será mais “bola” com João Francisco. Domingo tem o amistoso contra o Itaúna, no “Zama Maciel”.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

CIANORTE SE ENCONTRA EM BOA CONDIÇÃO FISICA DIZ MARCELO MELIANDE


No grupo, 70% dos atletas estão em boa forma e 30% precisam melhorar

O planejamento do Cianorte Futebol Clube estima que os jogadores façam sua estréia no Campeonato Paranaense de Futebol 2010 no dia 16 de janeiro acima dos 80% da condição física ideal.
O que é uma boa média, considerando o início da preparação no final do ano. “O grupo está bem condicionado”, avaliou o preparador físico Marcelo Meliande. “Muitos dos jogadores vinham jogando e estão bem fisicamente”.

Ele comentou que 70% do grupo estão próximos da condição ideal e apenas 30% estariam fora de forma e precisariam de um trabalho mais intenso. A estimativa é positiva considerando que Meliande trabalha com o grupo há apenas quatro dias.

A melhor condição física é adquirida conforme começam outras atividades como os amistosos. “O trabalho começa devagar e vai ganhando ritmo. É uma somatória do físico, tático e técnico”, considerou o preparador físico.

O carioca Marcelo Meliande já trabalhou no Rio de Janeiro em times como Vasco, América e Volta Redonda, além de clubes mineiros, goianos, baianos e até no exterior, no San Diego Soccer Club, da Califórnia (EUA).

Ele trouxe para Cianorte ampla experiência e o jeito “boa praça” do carioca, cobrando de maneira descontraída a dedicação dos atletas nas atividades físicas. Mas sempre mantendo o profissionalismo conquistando o respeito do grupo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

DIEGO MATOLA E JOÃO FRANCISCO

URT vence jogo-treino em Carmo



URT bate o Bela Vista por 2×0 no Estádio Aprígio Costa Marinho, em Carmo do Paranaíba, na apresentação do novo time do Trovão Azul para o Campeonato Mineiro do Módulo II – 2010. Os gols foram marcados no segundo tempo através do meia Marcinho e do zagueiro Caçapa.

O jogo-treino aconteceu na tarde deste sábado, dia 12 e foi o primeiro teste para a equipe celeste comandada por João Francisco.

“Gostei muito da movimentação, por se tratar da primeira, após alguns dias de muito preparo físico, com os jogadores ainda com a musculatura travada”, comentou o técnico João Francisco. Ele fez elogios ao seu grupo e também ao adversário, o Bela Vista, campeão do Torneio Regional da LPD de 2009, com bons valores, que “merecem ser observados”, na opinião de João Francisco.

sábado, 12 de dezembro de 2009

URT ENTRA EM CAMPO NESSE SÁBADO PARA ENCARAR O BELA VISTA





Na preparação para o Módulo II, o time do treinador João Francisco entra em campo pela primeira vez visando o Módulo II de 2010.
A preparação física começou no início do mês de dezembro e mais de 20 atletas trabalham diariamente buscando o melhor preparo físico e aprimoramento da parte técnica.
Novas contratações ainda vão acontecer, para dar ao treinador todas as condições de montar uma forte equipe para o próximo ano.
Dois jogadores que seriam aproveitados no jogo desse sábado estão fora do compromisso. O jogador Fuzil passou mal no meio da semana e precisou ficar internado no Hospital Regional, mas passa bem. O atacante Cleutinho também foi liberado no final de semana para resolver questões particulares e está fora do jogo contra o Bela Vista.
A partida será aproveitada para observações. Outros amistosos devem acontecer ainda no mês de dezembro.
A partida está confirmada para às 15:30 no Estádio Aprígio da Costa Marinho~.